Como se dá a incorporação?

27jan09
Podemos nos comunicar com outros Espíritos?
Sim. Todos somos Espíritos vivendo em planos diferentes da vida e estamos mergulhados na atmosfera fluídica que nos rodeia e serve de elemento de contato. Portanto, podemos nos comunicar com o mundo espiritual freqüentemente, seja através da mediunidade ostensiva consciente, dos fenômenos inconscien­tes, das preces ou intuições que recebemos constantemente do mundo espiritual.

Existe a incorporação de Espíritos?
No sentido semântico do termo não existe incorporação, pois nenhum Espírito conseguiria tomar o corpo de outra pessoa, assumindo o lugar da sua Alma. O que ocorre é que o médium e o Espírito se comuni­cam de perispírito a perispírito, ou seja mente a mente, dando a impressão de que o médium está incor­porado. Na mediunidade equilibrada, o médium tem um maior controle de sua faculdade e o fenômeno mediúnico acontece mais a nível mental. Nos processos obsessivos graves (doenças mórbidas causadas por Espíritos inferiores), onde a mediunidade está perturbada, podem ocorrer crises nervosas. Observa­dores de pouco conhecimento podem achar que um Espírito mau apoderou-se do corpo do enfermo. Foi esse fenômeno que deu origem às práticas de exorcismo.

Como se dá este procedimento?
‘Incorporação’ é um sinonimo, não muito adequado, para psicofonia; mas como a palavra já tem signifi­cado consagrado, vários autores continuam empregando-a; esclarecemos porém que nenhum espirito se apossa, “entra” no corpo de um encarnado, médium ou não.

A psicofonia é o fenômeno mediúnico pelo qual o médium empresta seu aparelho fonador (cordas vocais, boca etc) para emitir as frases que o espirito deseja. O contato é telepático, entre a mente do espirito e a mente do médium, através dos perispíritos de ambos.

Perispírito é uma espécie de segundo corpo que o encarnado possui, e que tem a mesma forma que o primeiro corpo, o chamado corpo físico; assim como o primeiro, o corpo perispiritual também é consti­tuindo de matéria, só que de matéria mais sutil, fluídica e cujos átomos estão em outro nível vibratório

Após desencarnar, a alma (agora espirito) perde seu primeiro corpo, mas mantém sempre o segundo.

Assim como o som necessita de um meio material (ar ou água) para sua transmissão, a comunicação do pensamento usa os perispíritos dos envolvidos, no caso, o do médium e o do espirito comunicante.

Como o contato telepático não é visível aos espectadores, é claro que, dependendo do caráter ético do médium, esse pode estar tendo uma sessão de psicofonia, como pode estar simulando uma, caracteri­zando uma fraude.

Em resumo: A mediunidade de psicofonia existe. Nem sempre uma sessão de psicofonia é real, pode es­tar havendo uma simulação da sessão por parte do médium, que nesse caso não é um médium e sim um embusteiro (*). Quando ocorre a psicofonia, o contato é via telepatia, entre ambas mentes, e o meio de transmissão do pensamento é fornecido pela atmosfera fluídica, de matéria sutil, de que são for­mados os perispíritos, do transmissor e do receptor da comunicação.

(*)Nota: Num centro espirita, há cursos para “treino” do médium que se inicia, de modo a evitar, dentro do possível, qualquer parcela de fraude a nível inconsciente. Já para evitar a fraude proposital, conscien­te, a norma do Espiritismo é “NÃO SE COBRA POR NENHUM TRABALHO MEDIUNICO”, interpretando as­sim o “Dai de graça o que de graça recebestes”.

A manifestação normalmente é telepática, porém como se dá as incorporações onde há mu­danças de fisionomia do médium, como é explicado este fenômeno?

O fenômeno de mudança de fisionomia chama-se transfiguração. Abaixo transcrevemos as informações que podem ser obtidas em O Livro dos Médiuns (Cap. VII) sobre tal assunto:

Consiste na mudança do aspecto de um corpo vivo. Aqui está um fato dessa natureza cuja perfeita au­tenticidade podemos garantir, ocorrido durante os anos de 1858 e 1859, nos arredores de Saint-Etienne.

123. A transfiguração, em certos casos, pode originar-se de uma simples contração muscular, capaz de dar à fisionomia expressão muito diferente da habitual, ao ponto de tornar quase irreconhecível a pessoa.

Temo-lo observado freqüentemente com alguns sonâmbulos; mas, nesse caso, a transformação não é ra­dical. Uma mulher poderá parecer jovem ou velha, bela ou feia, mas será sempre uma mulher e, sobre­tudo, seu peso não aumentará, nem diminuirá. No fenômeno com que nos ocupamos, há mais alguma coisa. A teoria do perispírito nos vai esclarecer.

Está, em princípio, admitido que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, medi­ante uma modificação na disposição molecular, pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade e, conseguin­temente, a opacidade; que o perispírito de uma pessoa viva, isolado do corpo, é passível das mesmas transformações; que essa mudança de estado se opera pela combinação dos fluidos. Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva, não isolado, mas irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo numa espécie de vapor. Nesse estado, passível se torna das mesmas modificações de que o seria, se o corpo estivesse separado. Perdendo ele a sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, ficar velado, como se mergulhado numa bruma. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto. Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os do primeiro, poderá, a essa combinação de fluidos, impri­mir a aparência que lhe é própria, de tal sorte, que o corpo real desapareça sob o envoltório fluídico exte­rior, cuja aparência pode variar à vontade do Espírito. Esta parece ser a verdadeira causa do estranho fenômeno e raro, cumpra se diga, da transfiguração.

Quanto à diferença de peso, explica-se da mesma maneira por que se explica com relação aos corpos inertes. O peso intrínseco do corpo não variou, pois que não aumentou nele a quantidade de matéria. So­freu, porém, a influência de um agente exterior, que lhe pode aumentar ou diminuir o peso relativo. Pro­vável é, portanto, que, se a transformação se produzir, tomando a pessoa o aspecto de uma criança, o peso diminua proporcionalmente.

124. Concebe-se que o corpo possa tomar outra aparência de dimensão igual ou maior do que a que lhe é própria. Como, porém, lhe será possível tomar uma de dimensão menor, a de uma criança, conforme acabamos de dizer? Neste caso, não será de prever que o corpo real ultrapasse os limites do corpo apa­rente?
Por isso mesmo que tal se pode dar, não dizemos que o fato se tenha produzido. Apenas, reportando-nos à teoria do peso específico, quisemos fazer sentir que o peso aparente houvera podido diminuir. Quanto ao fenômeno em si, não afirmamos nem a sua possibilidade, nem a sua impossibilidade. Dado, entretan­to, que ocorra, a circunstância de se lhe não oferecer uma solução satisfatória de nenhum modo o infir­maria. Importa se não esqueça que nos achamos nos primórdios da ciência e que ela está longe de haver dito a última palavra sobre esse ponto, como sobre muitos outros. Aliás, as partes excedentes poderiam ser perfeitamente tornadas invisíveis.

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27 Responses to “Como se dá a incorporação?”

  1. 1 graça lima

    gostava de saber mais sobre a incorporaçao,e como sabemos que estamos a receber uma incorporaçao.

    • 2 cdelima

      Graça, leia os outros artigos sobre o assunto publicados no blog.
      Cada médium tem sua forma de percepção.
      Procure uma Casa Espírita onde sinta-se bem. Nela frequente o grupo de desenvolvimento/educação da mediunidade.

  2. 3 Alan

    Errado!… a Incorporação acontece total sim. O espírito se aproxima do médium e se liga á ele através de seu chácras. Essa via permite, que a energia se eleve ao cérebro do médium tomando-o por completo. A frequencia do médium que normalmente é baixa, se torna alta… do espírito, é alta e se torna baixa… temos então, a incorporação!..

    • 4 cdelima

      Segundo toda a documentação espírita o espírito apenas “toma o comando” das comunicações. Não há possibilidade de dois espíritos ocuparem o mesmo corpo físico.

    • 5 Iza

      Amigo,isso demora acontecer? pois estou me desenvolvendo e este é o meu conflito.
      Tenho tanta fé! porém tenho muito medo da situação da não total imcorporação acontecer, isso me deixa insegura em relação a mim mesma .

  3. 6 cdelima

    Como insegura?
    Quem disse que a mediunidade apenas se manifesta através da incorporação?
    Você está frequentando alguma Casa Espírita? Que tipo de orientação você está recebendo?
    Já fizeste a leitura/estudo dos livros básicos da Doutrina Espírita?

  4. 7 rosires

    Existe a incorporação de Espíritos, se não há esta incorporação, aonde está o Espírito comunicante?

  5. Rosires, o texto deste artigo é esclarecedor sobre este aspecto. NÃO existe incorporação do Espírito no corpo físico do médium.

    Leia mais sobre este assunto em Técnicas de Mediunidade de C Pastorino. Voce pode baixar o livro na internet.

  6. 9 renato

    Estou frequntando os estudos de um centro espirita, e sempre que participo de treinamentos fico muito mal, sinto dores que não são minhas e passam a medida que o doutrinador falo comigo. Contudo consigo relatar apenas o que sinto, como angustia, raiva, saudade, dor, sem conseguir espor um pensamneto que venha do espirito que imcorporo. Por que isso acontesse?

  7. Renato, cada pessoa tem um desenvolvimento próprio. Os caminhos são um pouco deiferentes mas, acho que algumas coisas você pode fazer.

    Uma delas, muito importante é o Evangelho no Lar. Se você não sabe como fazer te mando uma orientação mais detalhada.

    Outra coisa, que MUITOS médiuns em desenvolvimento relaxam ou não são orientados adequadamente é quanto à alimentação. Nos dias de trabalho espiritual devem ser abolidos a carne vermelha, fumo, sexo e, na medida do possível evitar aborrecimentos. Ler uma página de um livro epírita ajuda no preparo.

    Quando chegares ao Centro, para o desenvolvimento, procure o refúgio de uma prece com tuas próprias palavras, como se estivesses conversando com teus amigos espirituais, pedindo orientação e acompanhamento.

    E, siga em frente!

  8. 11 Anderson Bastos

    Olá amigos, gostaria de compartilhar um pouco o meu conhecimento. Incorporação do modo que se diz não existe, o que na verdade acontece é o contato mental da entidade com seu aparelho (médium) e nisso a comunicação e a transfiguração do mesmo. Logo no início do meu desenvolvimento fiquei muito receoso com a incorporação, mais com muito estudo e disciplina pude confiar mais nas minhas entidades e colaborar mellhor com os trabalhos quando incorporado.

    Abraços.

    • Anderson agradecemos a visita e convidamos à leitura dos demais textos publicados sobre o tema.
      Permita-nos, no entanto, discordar do uso do termo “aparelho” qye usastes pois o mesmo não é utilizado na Doutrina Espírita que professamos.

  9. 13 pspa

    Obras Basicas de Allan Kardec

  10. 14 sue elly

    Olá queridos amigos Espiritas, será que todas essas opiniões a respeito da incorporação, da mediunidade não estão corretas, ao meu ver cada um tem uma ESPIRITUALIDADE individual, cada um num grau de evolução diferente do outro, cada um com seus compromissos espirituais para realizarem sua tarefas de ajuda aos irmão carentes de auxilio espiritual.
    Fé e coragem na caminhada de cada um de vocês.
    Abraços Sue Borges.
    email para contato – sueellyborges@hotmail.com

  11. A Melhor maneira de tirar duvidas é lerem as obras de Allan Kardec,
    assim ficam a saber que ninguem entra dentro de ninguem e ficam mais bem
    esclarecidos.

    • 16 Rogério

      para uns, meu amigo, sera que contato mental não tem o mesmo significado que entrar no corpo?

  12. 17 valeria

    ola, meu nome e Valeria. estou no centro a 3 anos
    , só agora incorporei, mais foi rápido só que faz um mês e não incorporei
    mais . mais sinto a minha entidadetidade,por que começo a tremer as mãos e os pês. o que vocês pode me dizer sobre isso

  13. Valéria, muitas vezes isto pode acontecer com o médium em início de desenvolvimento.
    Consulte o dirigente da reunião ou o responsável pelo desenvolvimento dos médiuns no Centro que você frequenta.
    Ele saberá como te orientar durante as reuniões de estudo ou desenvolvimento.
    Ele sempre será o melhor orientador pois está junto de ti.
    Um fraterno abraço.

  14. 19 thais

    obrigada esse ete me ajudo muinto bjs

  15. 20 beatriz

    ” Na verdade ja frenquento o centro a 8meses e ja incorporei varias vezes, fico insegura com isso, pois ha pessoas qua la ja frequenta a 4 ou 5 anos e nunca incorporou, a orientação que tenho é que cada um tem seu desenvolvimento espiritual. Tudo depende da sua fé, para se obter uma incorporação sem medo é preciso a pessoa firma a cabeça naquilo que procura, voçe pode achar que nao mais sua entidade esta ali do seu lado sempre, é preciso so que voçe foque nela.
    uma dica, quando chega alguma linha( ex: caboclo) e sinto a presença da entidade, sempre fecho meus olhos, e tento construir uma imagem de uma índio na mata, automaticamente essa imagem vai se aproximando e te dando mais segurança na incorporação, nao se importe com nada ao seu redor, so se entregue, nao fique com medo, pois seus irmaos de fé sempre estara ao seu lado pra te dar apoio.

    bom é isso!!

  16. 21 Rogério

    se há incorporação total ou não, isso seria útil saber? não sei talvez sim, mas enquanto continuo com esta dúvida, me permito fazer uma observação. o proposito das comunicações acredito eu seja a importância da mensagem, o quento ela ajudara em nosso progresso espiritual. oque seria dos analfabetos se precisassem ler para ser alguma coisa? no entanto vemos indivíduos sem instruções e nem por isto se detém em especulações metafisicas.

  17. 22 Rogério

    digo não se detém, no sentido de que, mesmo sem formação acadêmica continuam a ser oque a natureza lhes proporcionou, porque pelo que se vê mediunidade não depende de compreender os possessos doutrinários desta ou daquela doutrina, mediunidade é algo interessante no sentido de vivencia-la mesmo sem os dogmas de uma doutrina. não digo que não seja proveitoso estudar, é claro que é muito bom. mas se deter, num debate por conta de um ponto de vista pode ser a meu ver algo limitado.

  18. 23 Mario Carlos de Freitas

    Há uma certa disputa por definições, entre as diversas correntes da área espírita, mais, pelos sentidos que dão ás palavras do que aos seginificados que possuem. Na verdade, parecem dizer coisas diferentes, quando todos estão dizendo a mesma coisa. A incorporação, dá realmente o sentido de que um espírito ocupa o lugar no corpo físico de outro. Essa ocupação, na verdade não acontece. A ligação é psiquica (mente a mente) mas, o corpo reage como se estivesse “tomado”. Gestos, defeitos físicos, modo de andar, timbre de voz, modos de falar, sotaques, grafia e assinaturas…. tudo leva a crer que, realmente, no corpo físico houve uma substituição espiritual. Porém a ligação é apenas mental. Sendo assim, durante o período em que exerce esse domínio que altera o comportamento do médium, que o força a fazer coisas diferentes do seu próprio comportamento natural, não significa um domínio? E, isso não é uma forma de poder sobre o corpo do médium? Agora deixemos de disputas literárias porque tem pessoas que sentem sintomas e precisam ser melhor orientadas…. Vocês que declararam possuir sintomas, não devem se preocupar! Incorporando ou não o seu corpo, o efeito da incorporação ou psicofonia, ou qualquer outro nome que venham a dar, é breve e terminará logo a seguir. Você reassumira o controle de seus atos e da sua personalidade. Eu só gostaria de aconselhá-los, que busquem auxílio em uma casa, ou da linha umbandista ou da linha espírita. Evitem que ocorra quando estiver em casa, principalmente se estiverem a sós. Para desenvolver essa “qualidade” é necessário pessoas que possam auxiliá-los. Escrevi “Evitem que ocorra” , porque os fenômenos mediúnicos, com exceção da visão e da audição, todos os demais, dependem de sua permissão para que ocorram.
    Não deixem de instruírem-se, nem percam a oportunidade do desenvolvimento. Muitos gostariam de ter essa possibilidade e não a possuem. Não se arrependerão. O trabalho espiritual é árduo, mas de uma gratificação incomparável. Muita Paz!

    • 24 maria de fátima

      Mario a tua resposta foi maravilhosa.
      .

      • 25 Thiago Franco

        De fato que foi! Assim como muitas outras!

  19. 26 cdelima

    Valmir, de uma certa forma até concordo contigo. Cada médium é um intermediário e, também, cada espírito é um comunicante específico. Não há como traçar uma “receita de bolo” para este assunto, mas a teoria é tão importante que sem ela o conceito de “incorporar” tem sido mantido até hoje em muitas Casas Espíritas e isto, simplesmente NÃO EXISTE!
    Sou moderador de uma Casa Espírita e entendo que a teoria, por exemplo, o Estudo do Livro dos Espíritos é tão necessário para o conhecimento do teu intermediário nestas comunicações e sem ele “formam-se” médiuns que nem sabem o que é “comunicar-se com espíritos” que acham que é apenas deixar-se fazer ruídos e balanços que estamos prontos para este intercâmbio.

    Não concordo contigo quando dizes que é “importante ir a outros centros” e misturas a Doutrina Espírita com práticas espiritualistas como umbanda e candomblé. Para os estudiosos da Doutrina isto não faz sentido.

  20. adorei as informaçoes estou me desenvolvendo e nao tenho confiança na encorporacao tenho medo de estar sendo influenciada pois cinto a entidade fico me tremendo toda tenho espasmos musculares que nao consigo controlar porem nao tenho confiança nas entidades eu queria mesmo uma oraçao ou um ritual para que eu possa entrar em sintonia com a entidade .


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