Jesus – 6/6

Precisamente tal consciência de ser “o Unigênito do Pai” (cf. Jo 3,16) foi causa das sérias altercações que Jesus teve com os doutores do judaísmo nas últimas semanas de sua vida. Exclamou então: “Meu Pai e eu somos um só” (Jo 10,30); “Saí do Pai e vim ao mundo; de novo deixo o mundo e volto para o Pai” (Jo 8,42; 16, 28); “Não estou só, mas o Pai que me enviou, está comigo” (Jo 8,16); “Se me conhecêsseis, conheceríeis também meu Pai” (Jo 14,7); “Quem me vê, vê o Pai… Não crês que o Pai está em mim e eu estou no Pai?” (Jo 14,9s); “Ninguém vai ao Pai senão por mim” (Jo 14, 6), porque “tudo o que o Pai tem, é meu” (Jo 16,15).

Foi isto que Jesus pensou e proclamou. Porque o dizia, havia de morrer. Ora nenhum indivíduo sadio morre por um sonho.

Está claro que, se procurássemos no Evangelho fórmulas tão nítidas como as que se encontram nas definições de Concílios e nos tratados teológicos, não as acharíamos; Jesus não disse em linguagem filosófica que há uma só natureza divina em três pessoas e que Ele é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai; não disse que, além da natureza divina, ele possuía a natureza humana assumida no seio de uma Virgem Mãe… Todavia também é claro que a quem procura saber o que Jesus pensava a respeito de si mesmo, se impõe com muita evidência a conclusão de que Jesus sabia ser o Filho de Deus em sentido absolutamente único, pessoal e literal.

Conseqüentemente um dilema se impõe: ou Ele era realmente o que dizia, ou era louco… Mas crer que um louco tenha conseguido impressionar de tal modo seus discípulos e revolucionar a história e a face da terra é simplório, é fuga da evidência; é postulado de um milagre maior do que o milagre de Deus feito homem. Mais plausível e racional é crer no mistério da Encarnação, que Jesus afirmava.

Eis as reflexões a que leva uma leitura atenta dos Evangelhos e a consideração dos fatos históricos ocorridos entre a vinda de Cristo e nossos dias.

Um primeiro ensinamento dEle:
“O olho – o modo como vemos, interpretamos, a realidade – é a lâmpada do corpo. Se teu olho é bom, todo o teu corpo se encherá de luz. Mas se ele é mau, todo teu corpo se encherá de escuridão. Se a luz que há em ti está apagada, imensa é a escuridão”.

Como “acender a luz”? Através do estudo e prática das obras doutrinárias. Aprender com a Doutrina como se reformar intimamente é “acender a luz” que há dentro de cada um de nós. Cada palavra, cada ensinamento é o caminho para uma evolução consciente.

Mais um:
Por que olhas o cisco no olho de teu irmão e não vês a trave no teu? Como ousas dizer a teu irmão: “Deixa-me tirar o cisco de teu olho, pois sei corrigir teu erro de visão’? Hipócrita, tira primeiro o engano de tua visão, e só então poderás tirar o cisco de teu companheiro”. Não devemos apenas pensar nos “erros” de nosso semelhante. Cabe-nos “olhar ao espelho” e percebendo nossas impropriedades, buscar a reforma. Precisamos retirar o cisco de nosso olho para poder “enxergar” melhor o caminho…

Mais outro:
“Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos. Porventura se colhem figos de espinheiros ou ervas de urtigas? Toda árvore se conhece pelos frutos”.

Aqui Ele quer falar mais uma vez sobre a importância de nossa formação/reforma íntima. À medida que vamos nos transformando vamos “purificando nossas atitudes e com isto o “fruto” de nosso ser pode ser bom: nossas palavras, nossas ações podem passar a servir de exemplo para aqueles que precisam de “exemplos”. E ser um bom exemplo é o que mais conta.

Mais…
“O homem bom tira coisas boas do tesouro do coração, e o mal retira coisas más, pois a boca fala do que está cheio o coração”. Em outras palavras eu diria que cada um só dá o que tem pra dar… Se seu aprendizado e sua conduta estão cheios de impropriedades que de bom se pode dar? Assim o exemplo da reforma íntima se faz presente mais uma vez como um pilar do objetivo máximo de se tornar “imagem de Jesus”, da eterna busca pela perfeição.

Outro:
“Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como um homem que construiu uma casa sobre a rocha. Caiu a chuva, uma torrente se abateu sobre a casa, mas ela não caiu, pois estava fundada sobre a rocha. Mas aquele que ouve as minhas palavras mas não as pratica é semelhante a um homem que construiu sua casa na areia. Veio a chuva, a torrente se abateu sobre ela, e ela desabou. E foi grande a sua ruína”.

Seguir Seus exemplos… observar o que dEle sabemos… repetir sempre estes exemplos.

E isto vale para TODOS nós. Não importa quem sejamos ou o que façamos. Estejamos apenas na assistência ou já estejamos trabalhando pela Doutrina. Aquele que procura seguir os exemplos dEle certamente estará num caminho de luz.

Estudo na Escolinha de Médiuns Maria de Nazareth

na Casa de Catarina – RJ

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