O Diálogo com os Espíritos

30mar12
O diálogo doutrinário com os Espíritos também depende das circunstâncias que envolvem a situação. Se estamos trabalhando numa sessão de atendimento a sofredores, a orientação será a mesma que se daria num pronto-socorro. Suponhamos que estivéssemos trabalhando na emergência de um hospital e que num dado momento ali chegasse um acidentado todo quebrado e em risco de morte. Qual o diálogo que teríamos com ele? Iríamos indagá-lo sobre sua vida pessoal ou profissão; se é feliz ou infeliz; se é jovem ou velho? Certamente que não! A primeira providência a tomar seria a de ministrar-lhe os primeiros socorros.

Na sessão espírita prática, o socorro constitui-se na prece e em algumas palavras que expressam sentimentos de comiseração. Falemos ao Espírito desesperado que procure acalmar-se, pois encontra-se num ambiente em que lhe será ministrado o amparo. Digamos-lhe, em alto e bom som: “Acalme-se irmão, você está num lugar onde vamos ajudá-lo. Acalme-se!“.

A seguir, que seja feita uma prece acompanhada por todos em pensamento, de modo a envolver o Espírito desesperado em vibrações harmoniosas. Depois, se a condição da entidade permitir, façamos algumas perguntas preliminares, tais como, o sexo, idade aproximada, gênero de vida, percepção do ambiente etc. Se isso não for possível, façamos um pedido aos Benfeitores da casa, que o encaminhe para uma colônia de assistência. Em sessão próxima, poderemos dialogar com ele, caso haja esse desejo.

Suponhamos agora, uma sessão de desobsessão. Imaginemos que estamos trabalhando numa instituição, onde vão nos trazer algumas pessoas violentas, outras enlouquecidas e até criaturas malvadas para diálogos. É evidente que os cuidados serão outros e a linguagem a ser utilizada, bem diferente daquela que usamos no pronto-socorro. Teremos mesmo que ter cautela, pois nossa integridade poderá ser ferida pela agressividade e o desequilíbrio das mentes enfermiças que vão passar por ali. Uma sessão assim demanda cuidados especiais e pede do dirigente espírita, energia e sagacidade suficientes para controlar os desajustados que se manifestarão de modos diversos. Energia, amparada na benevolência, evidentemente.

As sessões onde se doutrinam Espíritos obsessores são mais investigativas, pois nelas procura-se sondar os motivos que levaram o desencarnado a embrenhar-se pela via obsessiva. Não é necessário saber detalhes minuciosos sobre a obsessão. Se há um caso de vingança, por exemplo, não é preciso se conhecer a história dramática na íntegra, para solucionar o drama.

Basta que a orientação seja ministrada partindo do princípio de que todo desentendimento é fruto da ignorância frente às leis de Deus. O dirigente demonstrará racionalmente a inutilidade da vingança e explicará que só o Criador tem o direito de corrigir as malvadezas de seus filhos.

Aqueles casos obsessivos, onde certas particularidades e dramas são revelados (os romances espíritas, por exemplo), não devem sair do trabalho feito nas mesas de desobsessão, mas sim das atividades de médiuns que são preparados para o desempenho dessas tarefas.

Nas sessões em que se pretende interrogar os bons Espíritos sobre determinados assuntos ou dúvidas, os participantes terão toda a liberdade para fazê-lo, no que os Benfeitores responderão de bom grado. Mas isso não dispensa que se coloque uma certa ordem nas questões e nos assuntos que vão ser tratados. No caso das indagações serem respondidas por médiuns psicofônicos (falantes), convém que a sessão seja gravada, e depois transcritas para o papel.

Fontes:
José Queid Tufaile Huaixan, in A Doutrinação dos Espíritos (jun 1998)



2 Responses to “O Diálogo com os Espíritos”

  1. 1 vera correa

    informações abençoadas, pois estou sendo preparada para aprender as dirigir e é isto mesmo.!

  2. 2 cdelima

    Que bom, Vera. Bom trabalho, então!


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