Os centros de força

13mar11
Introdução
Sabemos que os Espíritos encarnados e desencarnados são dotados de um corpo fluídico, semi-material, isto é, composto de fluidos em diferentes estados de condensação. Esse corpo fluídico é o perispírito ou corpo espiritual.

O perispírito está intimamente regido por vários centros de força que trabalham vibrando uns em sintonia com os outros, sob o po­der diretor da mente. A mente é que determina o funcionamento mais ou menos equilibrado destes centros de força e são eles que dão condições para que o perispírito desempenhe as suas várias funções.

A localização desses centro de força no perispírito corresponde a dos plexos no corpo físico, com exceção dos que estão no crânio perispiritual, o coronário e o frontal, que se ligam aos centros encefálicos.

Plexos são feixes nervosos do corpo físico onde há maior con­centração de nervos.

Os centros de força são também denominados de discos energéticos e centros vitais, mas são vulgarmente conhecidos pelo nome de chacras, por causa das filosofias orientais.

Chacra é palavra sânscrita que significa “roda”, pois eles têm forma circular com mais ou menos 5cm de diâmetro, possuem vários raios de ação que giram, incessantemente, com a passagem da energia, lembrando um ventilador em movimento.

Cada um tem as suas cores próprias, características. Quanto mais evoluída a pessoa, mais brilhantes são essas cores, alcançam maior diâmetro e os seus raios giram com maior desenvoltura.

São eles que distribuem, controlam e dosam as energias que o nosso corpo físico necessita, como também regulam e sustentam os sentimentos, as emoções, e alimentam as células do pensamento.
É através dos centros de força que são levadas as sensações do corpo físico para o Espírito, pois são eles que captam as energias e as influências exteriores.

O Fluido Cósmico Universal ao ser absorvido é metabolizado pelo centro coronário, em fluido espiritual – uma energia vitalizadora – imprescindível para a dinâmica do nosso corpo físico, sentimentos, emoções e pensamentos.

Após a metabolização, essa energia circula pelos outros centros de força e é canalizada através da rede nervosa para todo o organismo com maior ou menor intensidade de acordo com o estado emocional da criatura, porque eles estão subordinados a impulsos da mente, irradiando-se, posteriormente, em seu derredor, formando a nossa aura, que é uma espécie de espelho fluídico capaz de refletir o que se passa no campo psíquico. Ela reflete o nosso estado de Espírito.
Hábitos, conduta e ações nocivas, todos os atos contrários às Leis Divinas, tornam os chacras desequilibrados e comprometem o funcionamento harmonioso do conjunto.

Tal seja a viciação do pensamento, tal será a desarmonia no centro de força correspondente que reagirá sobre o corpo físico.

Exemplo:
– maledicência, calúnia -> desequilibra o centro de força laríngeo;
– sentimentos inferiores (inveja, ciúme, egoísmo, vaidade, mágoa) -> desequilibram o centro de força cardíaco;
– sexo sem amor, sem respeito ou sem responsabilidade -> desequilibra o centro de força genésico.
Quanto mais equilibrados e harmônicos entre si, mais saúde fí­sica e psíquica para a criatura e maior carga de energias ou forças vitalizadoras teremos para doar no processo de irradiação.
O equilíbrio para os nossos chacras conseguiremos através da reforma íntima, pela reforma moral, através do burilamento das nossas facetas negativas, procurando desfazer-nos das imperfeições que ainda trazemos dentro de nós.

São em número de sete os principais centros de força:
a) Centro Coronário: é o mais importante pelo seu alto potencial de radiações.
Nele se assenta a ligação com a mente. Relaciona-se materialmente com a epífise ou glândula pineal, ligando os planos espiritual e material.
Recebe, em primeiro lugar, os estímulos do Espírito comandando os demais, vibrando, porém, com eles em regime de interdependência, isto é, são ligados entre si, obedecem ao comando do coronário, mas cada um tem a sua função própria. É como se todos formassem uma orquestra e o coronário fosse o regente.

Dele emanam as energias de sustentação de todo o sistema nervoso. É o grande assimilador das energias solares e captador dos raios que a espiritualidade superior envia para a Terra, capazes de favorecer a sublimação das almas. Esse centro de força desenvolve-se na proporção da evolução espiritual.

b) Frontal ou Cerebral: tem grande influência sobre os demais.
Relaciona-se materialmente com o córtex cerebral. Trabalha em movimen­tos sincrônicos e de sintonia com o centro coronário, do qual recolhe os estímulos mentais, transmitindo impulsos e anseios, ordens e sugestões aos órgãos e tecidos, células e implementos do corpo por que se expressa.

É responsável pelo funcionamento dos centros da inteligência. Comanda os 5 sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar.
Comanda através da hipófise todo o sistema glandular interno, com exceção do timo, tireóide e paratireóides.
Administra todo o sistema nervoso. O coronário fornece as energias e ele administra.

É por este centro de força que podemos, segundo a nossa von­tade, irradiar calma, alívio, equilíbrio, conforto a quem esteja ne­cessitando, bastando usar a força do pensamento. É responsável pelos poderes mentais.

c) Laríngeo: controla os órgãos da respiração, da fala e as atividades do timo, da tireóide e paratireóides. Relaciona-se com o plexo cervical. É um centro de força muito desenvolvido nos grandes cantores e oradores.

d) Cardíaco: controla, regula as emoções. Comanda os sentimento. É responsável pelo funcionamento do coração e do aparelho circulatório. Relaciona-se materialmente com o plexo cardíaco.

e) Esplênico: responsável pelo funcionamento do baço, pela for­mação e reposição das defesas orgânicas através do sangue. Relaciona-se materialmente com o plexo mesentérico e baço.

f) Gástrico ou Umbilical: responsável pelos aparelhos digestivos. Relaciona-se com o plexo solar. Responsável pela absorção dos alimentos.

g) Genésico ou Básico: relaciona-se com os plexos sacro e lombar. Responsável pelos órgãos reprodutores e das emoções daí advindas. Como diz André Luiz, nele se assenta o santuário do sexo. É responsá­vel não só pela modelagem de novos corpos físicos como pelos estímulos criadores com vistas ao trabalho, à associação e a realização entre as almas. São essas energias sexuais, quando equilibradas, que levam os homens a pesquisar no campo da Ciência, da tecnologia com vistas a descobrir remédios, vacinas, inventar aparelhos, máquinas que visem a melhorar a qualidade de vida dos homens.

Levam também as pessoas a criarem no ramo das Artes, da Literatura ou em qualquer outro ramo cultural ou educacional. Quando equilibradas, levam as pessoas a se dedicarem a obras beneméritas, a se associarem para promover os homens socialmente, para estabelecerem a paz e a concórdia entre a humanidade, defenderem a natureza etc.

Quanto mais evoluída a pessoa, mais ampliação terá das forças sexuais em inúmeras atividades para o bem. Vai havendo maior diversificação na canalização dessas energias. Elas deixam de ser canalizadas somente para o erotismo, como acontece nas pessoas menos evoluídas. As que já conseguem viver em regime de castidade sem tormento mental podem canalizar estas energias para o trabalho em benefício do próximo, para o campo da Ciência, da Cultura, da Mediunidade.



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