É carnaval!

06mar11
Salomão em Eclesiastes (Velho Testamento) afirma que “Não há nada de novo debaixo do sol”. Essa afirmativa, que é perfeita à luz da Doutrina Espírita, deixa claro que a Lei de Deus é sempre a mesma e o que muda é a nossa compreensão dessa Lei através da evolução espiritual da criatura, abrangendo tanto os avanços morais como os avanços intelectuais. Obviamente, essa análise ganha um significado muito mais profundo quando compreendemos que as oportunidades reencarnatórias vão permitindo aos mesmos Espíritos do passado reaprender velhos conceitos e renovar propostas existenciais com novos aprendizados.

A Doutrina Espírita é uma doutrina de vanguarda, que trabalha o aperfeiçoamento da criatura no contexto de um ambiente saudável, alegre, participativo e plenamente integrado com a vida da sociedade em que ela está inserida. O espírita não é, portanto, nenhuma individualidade à parte no universo das emoções, dos hábitos, da cultura e dos anseios que formam os caracteres das civilizações em contínuo processo de mudanças. “Não creiais que vos exortando sem cessar à prece e à evocação mental, nós vos exortamos a viver uma vida mística que vos mantenhais fora das leis da sociedade em que estais condenados a viver”, esclarece O Evangelho Segundo o Espiritismo em belíssima mensagem sobre “O homem no mundo”, recebida em Bordéus, em 1863.

Muitos espíritas, ingenuamente, julgam que a participação nas festas de Momo, tão do agrado dos brasileiros, não acarreta nenhum mal a nossa integridade psico-espiritual. E de fato, não haveria prejuízo maior, se todos pensassem e brincassem num clima sadio, de legitima confraternização. Infelizmente, porém, a realidade é bem diferente.

Pelo lado espiritual, o carnaval observado do Além, é lamentavelmente muito mais triste e perigoso. Milhares de espíritos infelizes, também invadem as avenidas, num triste e feio espetáculo, que transforma o carnaval em um terrível circo dos horrores de grandes e atemorizantes proporções. Na psicosfera criada por mentes convulsionadas pela orgia, os espíritos das trevas encontram terreno propício para influenciar negativamente, fomentando desvios de conduta, paixões grosseiras, agressões de toda a sorte e, ainda, astuciosas ciladas. Dezenas, centenas, milhares de entidades vampirescas, abraçam e se desdobram em influenciar os foliões, para juntos beberem, fumarem, se drogarem, se entregarem ao sexo desvairado e cometerem os mais tristes desatinos.

O homem vive onde e com quem se sintoniza psiquicamente. E essa sintonia se dá pelos desejos e tendências existentes na intimidade de cada um. E é, graças a essa lei de afinidade, que os espíritos das trevas se vinculam aos foliões descuidados, induzindo-os a orgias deprimentes e atitudes grotescas, animalizadas, de lamentáveis conseqüências.

Alguns espíritas, devem estar pensando: Eu brinco, mas não faço nada de errado! É possível. Mas se você atravessar um pântano de lama fétida, local de doenças e outras mazelas, pode até acontecer de você não adoecer, mas que vai sujar-se, não há a menor dúvida…

Ah, e não venha com o exemplo do lírio belo e perfumado que brota nos pântanos. Ele nasce lá, mas seu perfume e beleza só são percebidos, quando estão longe daquele lugar.

Logo, a conduta espírita deve contemplar uma perfeita harmonia entre equilíbrio, moral e alegria. “A virtude está no meio termo” é um ensino comum tanto a Aristóteles como a Sidharta Gautama, o Buda.

Quem quiser melhor se informar sobre o que afirmamos aqui, basta consultar obras como “Nas Fronteiras da Loucura”, psicografada por Divaldo Franco, e “Novas Mensagens”, por Chico Xavier. Nelas, os espíritos Manoel Philomeno de Miranda, Bezerra de Menezes e Humberto de Campos descrevem cenários do carnaval, vistos do ponto de vista espiritual, dando depoimentos patéticos sobre a simbiose permissiva que se estabelece entre as duas populações de encarnados e desencarnados. Outra obra espírita, “Aprendendo com Divaldo”, oferece informações muito úteis sobre o assunto, incluindo a necessidade do funcionamento normal das Casa Espíritas “de modo a atenderem aqueles que as buscarem , ou sustentarem o equilíbrio dos que lhes frequentam os labores habituais”. Noutro livro, “Para uma vida melhor na Terra”, Raul Teixeira diz que devemos compreender e respeitar o que não compartilhe os conceitos e ideais espíritas a respeito do carnaval, “sem, contudo, permitir que ele “nos faça a cabeça”.

Divaldo Franco costuma dizer de forma muito inspirada que “Aquele que se respeita não faz a sós o que não tem coragem de fazer em público, justamente porque se respeita”. O cidadão espírita é responsável pelos seus atos, assim como acontece com todas as demais criaturas, em todos os momentos da Vida, mas possui um conhecimento profundo que esses irmãos estão longe de possuir. Não seria coerente que demonstrássemos a excelência da Doutrina que esposamos pelo menos com pequenas atitudes de equilíbrio, serenidade e espiritualidade?!

Joanna de Ângelis divinamente inspirada nos ensina: “Tudo procede do pensamento; todo pensamento pode ser substituído”. Logo, é uma questão de escolha ratificar as práticas inferiores do mundo ou ajudar Jesus na implantação do Reino dos Céus na Terra. A escolha é de cada um de nós!

[Compilado de diversos textos espíritas da internet, inclusive dO Consolador de fev 2008]



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