Passes – 2

10maio09

Auras
Costuma-se encontrar na literatura espírita dois tipos distintos de aura, residentes no perispírito e no duplo etérico, respectivamente. A aura do duplo etérico, também conhecida como “aura da saúde”, pode ser visualizada pela fotografia Kirlian, ou kirliangrafia, ao passo que a aura do perispírito, em situações normais, pode ser visualizada pela faculdade de clarividência.

Corpos
Os corpos mais amplamente tratados na literatura espírita são o físico, o duplo etérico e o perispírito. Os dois primeiros são ditos corpos materiais, pois são reciclados a cada reencarnação, ao passo que o perispírito, também dito corpo espiritual, é classificado como semi- material, apresentando- se como corpo de transição entre o físico e o Espírito, que, por não ter forma, não o consideramos como um corpo propriamente dito. Além disso, encontramos raramente referências a outros corpos, que necessitam de mais amplo estudo e entendimento, dentre os quais destaca- se o corpo mental. No entanto, para se abordar a problemática do passe, cremos ser suficiente o conjunto de corpos físico, duplo e espiritual, além – é claro – do Espírito.

A higiene pessoal e sua influência no passe
Podemos destacar duas razões básicas: (1) os desequilíbrios a que submetemos o corpo físico são refletidos nos outros corpos do indivíduo, contribuindo para a piora dos fluidos que formam tais corpos. Sendo esses fluidos doados no momento do passe, é natural esperarmos que tal parcela deletéria seja também transferida ao paciente. (2) Tanto o passista quanto o paciente necessitam de concentração mental para que se alcance maior eficácia no passe. A falta de higiene provoca muitas vezes odores fétidos que desarticulam a capacidade de concentração, afetando inclusive quem esteja localizado no mesmo ambiente físico, prejudicando a todos.

O vestuário do passista
A grande maioria das pessoas encarnadas ainda enfrenta problemas relacionados à área sexual. Nesse sentido, muitas vezes o uso de roupas mais curtas e justas funciona como catalisador de pensamentos abusivos que destoam completamente da serenidade requerida na câmara do passe. Tendo em vista esse problema comum, não só o passista ou o paciente, mas qualquer um de nós deverá observar com cautela o vestuário a ser utilizado no dia a dia, lembrando sempre que “o equilíbrio está no meio”.

O passista precisa ser vegetariano?
Não. Conforme a questão 723 de O Livro dos Espíritos, “permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde”.

Tratamento de desobsessão antes de ingressar na tarefa de passe
Freqüentemente a falta de trabalho em benefício do semelhante é o ponto de apoio de variada gama de processos obsessivos. Em relação ao passista, apenas os casos de subjugação (Livro dos Médiuns, item 240, cap. 23) deverão merecer tratamento antecipado.

E se o passista estiver doente?
Em geral um organismo adoentado apresenta maior dispêndio de energia para sua manutenção e/ ou maior dificuldade em absorção desta. Excetuando-se os casos em que as observações acima não se verifiquem, tal como ocorre em algumas doenças que acompanham o indivíduo durante toda a vida, o passista deverá se afastar da tarefa até o restabelecimento adequado.

A ingestão de carne e a tarefa do passe
Embora o passista não deva ser obrigatoriamente vegetariano, encarando o passe como recurso terapêutico físico e espiritual, geralmente utilizado quando apresentamos indisposições de variada ordem, é útil abstermo-nos de alimentos mais pesados, tal qual fazemos quando em tratamentos médicos convencionais. A alimentação do passista afeta os fluidos que este doará no momento do passe. Conforme aprendemos na questão 724 de O Livro dos Espíritos, a abstinência de carne será meritória se a praticarmos em benefício dos outros. Tendo em mente o benefício do próximo, cumpre-nos preferir a alimentação vegetariana pelo menos no dia exato da tarefa.

E dar passe de estômago cheio?
Via de regra, quanto menor a atividade orgânica, melhor possibilidade de contato com o plano espiritual encontrará o Espírito. Tanto quanto possível, apresentar-se-ão à tarefa, passista e paciente, apenas levemente alimentados.

O fumo
O ideal é que ninguém seja fumante. No entanto, o bom não poderá ser inimigo do ótimo. Pessoas que ainda se utilizem do cigarro, mas estejam se esforçando continuamente para abolir o vício, encontrarão na aquisição de responsabilidade como passistas maior motivação para absterem-se do fumo, desde que – enquanto ainda fumem – procurem não fazer uso do cigarro pelo menos 3 a 4 horas antes e depois da tarefa. Aos companheiros que não estão interessados no combate às próprias deficiências, preferível é que se esforcem primeiramente por convencer a si mesmos do imperativo da mudança de hábito.

O álcool
Relativamente às bebidas alcoólicas, deverá o passista esforçar-se por discernir adequadamente entre o uso e o abuso. Em caso de abuso, recomenda-se que o passista não participe da tarefa do passe nos próximos 4 ou 5 dias, de forma a alijar o máximo possível os fluidos deletérios contraídos pelo excesso praticado. Em situações normais, recomenda-se que particularmente no dia da tarefa o passista não faça uso de qualquer tipo de bebida alcoólica.

Usuários de drogas
O usuário de tóxicos não deverá participar de tarefas de doação de fluidos.

Número máximo de passes
Esta questão tem causado muita polêmica. À guisa de sugestão, vamos analisar as duas colocações a seguir: (1) o passe misto, também chamado de passe espírita, praticado na maioria das casas espíritas, leva em conta a doação de energia tanto por parte do Espírito responsável pelo passe, como do passista. Assim, o desgaste energético por parte do passista não pode ser desprezado. (2) É sempre importante criarmos oportunidades de trabalho para os interessados, dentro da casa espírita. Assim, se há número de passistas maior que o recomendado para a tarefa, é interessante que haja um rodízio destes, para que todos trabalhem. Com base nessas duas considerações, cremos ser de responsabilidade do coordenador da tarefa dimensionar o número de passes por passista, de forma que todos participem igualmente, evitando a sobrecarga. Em casos excepcionais que requeiram a participação intensa do passista em uma ou outra oportunidade, devemos recordar a assertiva de Emmanuel: “a necessidade está acima da razão”, sem contudo utilizarmo-nos dessa frase para justificar qualquer tipo de abuso de nossa parte, mesmo em se tratando de auxílio ao semelhante. O passe misto, necessariamente, envolve gasto de energia por parte do passista. E gasto, obviamente, requer reposição.

Frequência da tarefa do passe
Recomenda- se que o passista intercale um dia de atividade na tarefa de doação de fluidos com um dia de descanso para a reposição natural de fluidos. Nesse particular, as reuniões mediúnicas são também considerados eventos de doação fluídica.



2 Responses to “Passes – 2”

  1. 1 MARCIA ALVES DE CARVALHO

    EU QUERO APRENDER TUDO QUE PUDER SOBRE APRENDIZADO ESPIRITA

    • 2 cdelima

      Ok Márcia.
      Mas o que é “tudo que puder”?
      Uma dica é você ler o material que já está publicado no blog. Perguntar-me sob re assuntos que tiveres curiosidade, necessidade.
      Comprar livros indicados no blog (como leituras complementares) é uma outra fonte de conhecimento ao teu alcance.
      Em que cidade moras?
      Também posso te incluir no meu mailling. Assim você fica sabendo sempre que houver material novo publicado.


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