Espíritos protetores

26abr09
Muitos são os mitos e crendices que envolvem os anjos de guarda, e os Espíritos de uma forma geral, por isso, nosso objetivo é diferenciar Anjo de Guarda, Espíritos Protetores, Familiares e Simpáticos, fornecendo algumas de suas características.

Todos nós possuímos, ao nosso redor, uma multidão de Espíritos que, por sua vez, é atraída por nossos pensamentos, palavras e atos. Pode parecer estranho para alguns, ler que os Espíritos são atraídos também por nossas palavras…

A fim de dirimir alguma possível dúvida que possa surgir, gostaria de explicar que alguns Espíritos, por sua pouca evolução, vivem, mesmo desencarnados, como se estivessem na carne. Por isso, ainda sentem como se tivessem todas as sensações do corpo físico. Assim, ouvem nossa voz, como acontece conosco, e por ela são atraídos, acontecendo o mesmo com os nossos atos. Mais adiante em nosso breve estudo, desenvolveremos um pouco mais esse assunto. Aprendemos com a Doutrina Espírita que os Espíritos são sempre atraídos pelos nossos pensamentos. É através deles que chamamos, ou melhor, nos comunicamos com os nossos Anjos de Guarda, nosso Espírito Protetor, Simpático ou Familiar.

Interessante saber que a linguagem dos Espíritos é o pensamento, todavia, somente os mais evoluídos conseguem fazer essa comunicação de forma consciente. Isso é fácil de entender quando compreendemos que para uma comunicação eficaz, através do pensamento, os Espíritos precisam ter controle sobre ele. O que não sucede com os Espíritos imperfeitos.

A questão 459 de “O Livro dos Espíritos” nos diz que os Espíritos nos influenciam muito mais do que imaginamos e que são eles ordinariamente que nos dirigem. Uma pergunta pode surgir em nossa mente: quais são os Espíritos que nos dirigem e de que tipo são? Respondemos que são: o Anjo de Guarda, os Espíritos Protetores, Familiares e Simpáticos. Certamente, isso é insuficiente para matar nossa sede de conhecimento, nossa curiosidade. Façamos a conceituação de cada um, identificando algumas de suas características. Iniciemos pelos Espíritos Simpáticos.

Um Espírito pode ser atraído para junto de nós pelo tipo de assunto que estamos desenvolvendo, e somente por isso. Assim, os que gostam de matemática, das ciências ou das artes aproximam-se dos que têm semelhantes gostos, acontecendo o mesmo com todas as demais atividades e sentimentos que possuímos.

Os identificados como Espíritos Familiares, também têm, em relação a nós, uma certa analogia de gostos e pendores diferindo dos Espíritos simpáticos que suas relações conosco são mais ou menos duradouras.

Enquanto a presença dos Espíritos simpáticos é passageira, se assim podemos nos exprimir, a dos Espíritos familiares podem subsistir enquanto estivermos desenvolvendo determinada tarefa, por exemplo. Pela semelhança de pendores e afinidade de sentimentos para conosco, a influência desses Espíritos costuma passar despercebida para a grande maioria das pessoas.

A ligação que os Espíritos Protetores têm conosco possui caracteres diferentes. Começando que a proteção pressupõe uma certa superioridade em relação ao protegido. Enquanto os Espíritos Simpáticos e Familiares podem ser do mesmo nível evolutivo ou até inferiores a nós, os Espíritos Protetores necessariamente são superiores a seus protegidos. Essa superioridade, porém, não precisa ser necessariamente em todas as áreas, podendo mostra-se somente em uma área específica. Assim, o médico que precisa desenvolver determinado trabalho no campo da medicina pode ser protegido por um espírito que lhe é superior na área médica e ser-lhe inferior na área filosófica, por exemplo.

Podemos ter, pois, vários Espíritos Protetores, sendo um para cada área que atuamos. Auxilia nossa compreensão se identificarmos os Anjos de Guarda, que são sempre bons Espíritos, têm por missão nos guiar no caminho do bem e proteger-nos durante nossa encarnação. Podem estar ligados a nós desde o nascimento, ou mesmo antes dele, e perdurar até após o nosso desencarne. Interessante saber que atuação do Anjo Guardião inibe ou facilita a de outros Espíritos. Assim, exercem controle sobre as ações dos demais. Embora controlem, no sentido de fiscalizar, em momento algum inibem o nosso livre-arbítrio ou de outro qualquer, também por isso, não se manifestam ostensivamente para nós, a fim de que tenhamos maior mérito naquilo que decidirmos.

Até quando precisaremos de um Espírito Protetor, podem perguntar alguns, como o aluno pergunta qual á duração do curso que deseja fazer. Respondemos que enquanto não conseguirmos nos guiar por nós mesmos, precisaremos deles, logo, a nossa necessidade chegará ao fim mais rapidamente, quanto mais nos esforçarmos para domar nossas más tendências e corrigirmos nossas falhas.

Um Espírito pode ser Anjo de Guarda de uma pessoa por missão ou mesmo prova, que aceita com satisfação, pois, uma das características dessa classe de Espírito é o prazer de ajudar o homem a progredir. Por isso, dá o máximo de si, não sendo responsável pelos fracassos de seu protegido. Sua aflição, no caso de mau êxito de seu estimado, não tem analogia com os nossos sofrimentos.

Algumas pessoas procuram saber o nome de seu Anjo de Guarda, o que pode gerar muita polêmica, entre outras coisas. A Doutrina Espírita esclarece com transparência essa questão. O Anjo de Guarda, por ser um Espírito elevado, pode possuir um nome que desconhecemos, e para ele é o que menos importa. Porém, como somos ainda ligados aos nomes, podemos chamá-lo pelo nome que tivermos maior simpatia, seja ele qual for. Pode ocorrer também que um Espírito dê um nome de uma personalidade conhecida, sem sê-la. Para que isso aconteça, descartada aqui a questão da mistificação, obsessão etc, é necessário que o Espírito comunicante tenha “perfeita” semelhança evolutiva com a personalidade nomeada. Esses Espíritos são simpáticos entre si.

É comum ouvirmos comentários que o avô, a mãe, ou outro parente próximo está protegendo um de seus familiares. Embora seja possível, para que isso se dê é necessário que esse Espírito, que pertenceu a nossa família consangüíneo, esteja em condições de executar tal atividade. Lembremos que uma ou outra comunicação, mesmo que seja por um período, não implica em proteção. De uma forma geral, os recém desencarnados não as consegue executar, isso devido ao nível evolutivo que se encontra a maioria dos habitantes da Terra.

Precisamos estar cientes de que sempre que evocarmos, com fé, nosso Anjo de Guarda ele nos responderá, cabendo a nós saber identificar-lhe a atuação. Isso independente do lugar ou condições que nos encontremos. Estão eles ligados diretamente a nós, podendo nos influenciar a milhares e milhares de distância. Há quem não creia na doutrina dos anjos de Guarda, que respeitamos. Mas, podemos perceber nessa doutrina a infinita misericórdia de Deus, que jamais abandona suas criaturas. Como os pais terrenos, que não podem velar diretamente por seus filhos, deixando aos cuidados de terceiros, Deus dá aos bons Espíritos a missão de nos guiar no caminho do bem.

[Colaborou o site espírito.org]



2 Responses to “Espíritos protetores”

  1. 1 ALCIONE

    NOSSSSSSSSA QUE COIZA LINDA, MUITO OBRIGADO PELA INFORMASÃO, MEU IRMÃO QUERIDO.

  2. 2 vera correa

    abençoado sejam nossos protetores que nos ajudam a caminhar nesta jornada, todos eles(inclusive os africanos) muito obrigada meu anjo amigo por todo amparo, todo zelo que tu tens para comigo.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: