Jesus – 1/6

A gente (o pessoal lá de cima com o pessoal cá de baixo) resolveu abordar nestas reuniões (Escola de Médiuns da Casa de Catarina – Rio de Janeiro) A Doutrina de uma forma um pouco diferente… A gente resolveu que vai trazer o que foi codificado por Kardec para os dias atuais.

Na realidade isto é uma grande pretensão, um grande desafio. Mas vamos tentar…

E vamos começar falando de Jesus: quem Ele era e onde tudo começou!

Falar de Jesus é complicado. É muito difícil. E muito mais ainda neste momento. Daqui. Mas é preciso.

Mas porque?

Porque para a gente falar da Doutrina Espírita é preciso que falemos um pouco sobre a origem dela: Jesus.

É preciso que falemos daquele que aqui esteve para deixar um legado que todos nós devemos seguir.

Então, tudo bem. Mas quem é Jesus?

Não para responder diretamente esta pergunta mas para mostrar um “caminho” para que cada um possa percorrer, vamos tentar nos situar naquela época em que Ele aqui esteve e alguns de seus passos…

Há dois mil anos, um homem formulou a pergunta a seus amigos: “Quem dizeis que eu sou?” (Mt 16, 15). Através dos séculos a pergunta tornou a ser repetidamente colocada. Era então simplesmente um carpinteiro que falava a um grupo de pescadores e a um cobrador de impostos. Vestia-se pobremente e os que o acompanhavam eram pessoas sem grande cultura. Não tinham títulos nem prestígio. Exprimiam-se em aramaico e nunca tinham saído do seu país natal. Aquele homem era tido como débil e manso pelos violentos; mas os tutores da ordem estabelecida o julgavam violento; os poderosos escarneciam sua loucura. Dedicava a Deus toda a sua vida, mas os sacerdotes o viam como um blasfemo e violador do sábado. Muitos o seguiam quando pregava pelas estradas, mas a maioria se interessava mais pelos “feitos maravilhosos ou pelo pão que ele repartia” (cf. Jo 6, 26). Na verdade, todos os abandonaram quando se levantou a tormenta contra ele, ficando-lhe fiel apenas sua Mãe e um discípulo, João evangelista.

Quando nos voltamos para a época e o mundo de tal homem, a surpresa que experimentamos, é a de verificar que os poderosos de então mal tiveram consciência da sua existência. Roma fizera de muitos povos uma grande família, num Império poderoso e bem administrado. Após décadas de terrível violência, Augusto conseguira relativa paz, da qual falavam os poetas; a situação econômica parecia próspera; a cidade de Roma resplandecia de mármores. Mas através da máscara de um Império feliz grassava séria crise do mundo pagão; havia a política de “compadres”; a corrupção moral se associava ao ceticismo filosófico e religioso, de modo que ninguém acreditava em valores mais nobres.

Ora num rincão do Império estava situado o povo judeu, desprezado pelos romanos. Cícero (+ 43 a.C.) ria-se do Deus dos israelitas, dizendo que “devia ser um deus muito pequeno, pois lhes dera uma terra tão pequena como pátria”. Tácito (+ 120 d.C.) considerava os judeus “seres repulsivos e imbecis”. Apolônio de Tiana (+ 96 d.C.) os tinha como “os menos dotados de todos os bárbaros (= estrangeiros), razão pela qual não colaboraram com nenhuma invenção para o progresso da civilização”.

Esse pequeno país, que de fato não oferecera nenhuma invenção material ao mundo, ia contribuir com a maior novidade para a história do gênero humano: ia apresentar a mais pura noção de Deus e o mais belo programa religioso; ia constituir-se em fronteira pela qual a humanidade se limitaria com a eternidade.

A Palestina não era um país de luxo: seu tamanho era tão pequeno que S. Jerônimo não ousava dizer sua extensão para não dar ocasião de zombaria aos pagãos; tinha clima quente e, em parte, desértico. No setor político ainda menos motivos de entusiasmo apresentava; era a Palestina ocupada por um invasor que controlava até os centavos dos respectivos habitantes. A tensão era grande; nas montanhas havia guerrilheiros, que de vez em quando atacavam os ocupantes; em suas andanças o Jovem Jesus terá tido ocasião de encontrar cruzes das quais pendiam os revoltosos condenados. Em tais circunstâncias o povo judeu estava dividido: havia os puritanos ou nacionalistas, avessos aos romanos (eram os fariseus), os grupos radicalmente violentos (os zelotas), os colaboracionistas (herodianos e saduceus) e os que esperavam a solução do problema por uma próxima intervenção de Deus (os essênios). Fora dos Partidos, havia “o povo da terra”, ovelhas sem pastor (cf. Mt 9,36).

Estudo na Escolinha de Médiuns Maria de Nazareth

na Casa de Catarina – RJ

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